Festa estranha

Encontrei a Ísis na festa. Perguntei se ela tinha visto a Joana. Não. Ela por sua vez me perguntou se eu tinha visto o Bruno. Também não.

Procuramos um pouco pela festa e chegamos à conclusão de que eles estavam em {…}. Decidimos ir até lá.

O Alessandro nos deu uma carona. Ele seguia a 140 km/h na contramão, desviando dos carros que, parecendo borrões, vinham em nossa direção. De vez enquanto soltava uma gargalhada: “Hahahaha, se bater faz BUM!”

Acordei sem saber se chegamos.

Bagunçando a zorra toda

Então, como prometido, trouxe tudo o que importava pra cá. Ficou uma zona, mas parece até minha cabeça por dentro.

O primeiro foi o Difícil é ser eu, uma coleção de registros fotográficos de frases, máximas e poesias encontradas pela cidade. O nome curioso vem de uma pixação que eu admirava no viaduto da Linha Amarela, sobre a Edgar Werneck na Cidade de Deus. A frase completa era “falar de mim é fácil, difícil é ser eu.” Pra variar num daqueles lugares que o cara fez um esforço admirável pra pixar. Infelizmente nunca fotografei.

Trouxe quase tudo, tinha alguma coisa sem foto, o jeito que veio foi sem títulos, então assim ficou. Só organizei um pouco em sua categoria e coloquei as fotos para serem mostradas em tamanho maior.

Header que eu tinha feito de duas imagens para o Onirismo, provavelmente do unsplash

O outro é o Onirismo, um blog que comecei no tumblr escrevendo meus sonhos. Faz um tempinho que não posto nada, acho que de manhã não consigo desenrolar a história de maneira mais linear possível para ser registrada aqui.

Pensei em jogar o Onirismo pro books.tacensi.com. Books é um outro projeto, que por enquanto está em outro servidor, usando PressBooks. Por ora está fora do ar mas prometo resolver assim que der

Pressbooks é um projeto muito interessante, que usa WordPress como uma plataforma de publicação de livros digitais. É possível configurar cada detalhe, cada seção de um ou vários livros, e exportá-los em PDF ou EPub. Montei pra colocar as histórias de dormir que conto pra turminha, pensei em criar outro livro para o Onirismo, mas por fim resolvi trazer tudo pra cá mesmo.

E o que ficou pra trás, que vá pro túmulo com o tumblr.

digging your own grave GIF

Tchau, Tumblr, sentirei sua falta

Curiosamente na semana em que o WordPress lança a esperada versão 5.0 com o Gutenberg, o Tumblr anuncia uma atualização em seus termos de uso que proíbe publicação de temática adulta.

Essa proibição chega depois de um problema na loja de aplicativos da Apple, de onde o aplicativo do Tumblr foi retirado após ser encontrado pornografia infantil entre o material publicado por seus usuários. Tumblr deu uma declaração que o material já foi removido e não sei e pouco me interessa se voltou ou não para a loja da Apple. Fonte.

Já há uma declaração mais antiga do Tumblr sobre material violento e gore, então não sei se a proibição seguirá o modelo americano, onde tetas são proibidas mas tiros de fuzil e sangue escorrendo aparecem a torto e direito.

Não sou um consumidor de pornografia no Tumblr, mas existem alguns tumblrs que eu curto que se encaixam na temática adulta, como Sholim, LiarTownUSA (que já deu seu adeus) e Fuck You Very Much (cuja última postagem, em um longínquo fevereiro sei lá de que ano, chega a ser profética). Isso sem falar nos inúmeros blogs de memes que íam e voltavam.

Exemplo de postagm de LiarTownUSA
Último post de Fuck You Very Much

O tumblr sempre foi meio parecido com o Reddit, apesar de serem plataformas para fins diferentes. Enquanto o primeiro é uma excelente plataforma gratuita para expressão pessoal, o segundo é mais levantar discussões. Mas os dois são por natureza esquisitos, estranhos, talvez por fugirem da busca por holofote que são as outras redes sociais. São sites que não são compreendidos pelos não iniciados.

Essa estranheza do tumblr, junto com a facilidade e simplicidade de publicação, foi o que sempre me atraiu. É papo reto, sem frescura. Posso estar enganado, mas parece que foi o esquema de publicações deles que influenciaram os Formatos de Post do WP.

Não sou um usuário fiel do tumblr, mas a impressão que tenho é que tudo começou a ir ladeira abaixo depois da aquisição do Yahoo, que tem sua fama merecida de comprar produtos legais e emerdalhar.

O primeiro problema com essa censura é que pornografia infantil é errado, deve ser combatida, mas a responsabilidade é da empresa, não é dos usuários. O segundo é que a atmosfera permissiva do tumblr permitiu algumas comunidades se formarem, como de trabalhadores sexuais e pessoas que sofreram abusos, onde os participantes encontraram apoio e acolhimento. Por fim essas políticas acabam sendo no mínimo um desconforto para vítimas de trolls e outros usuários abusivos, como acontece muito no Twitter e outras plataformas de publicação.

Estou transferindo meus blogs mais interessantes, que não são NFSW e onde não posto tão frequentemente, para cá. A princípio não era muito minha ideia, mas enquanto procuro outro porto seguro, fica tudo junto e misturado mesmo.

O único NSFW é o CopaSacana, criado na época da copa do mundo pra mostrar os inúmeros panfletos recebidos nas ruas de Copacabana anunciando casas de massagem em salas comerciais. Esse deixa pra lá.

Tchau, goodbye, auf wiedersehen, tumblr.

Mansão e sapatos

Hoje estava com a Cris e o Antônio em uma mansão com muitos aposentos. Antônio perguntou se tínhamos visto a sensacional adega. Fomos procurar.

Encontramos uma porta que supomos que fosse a tal adega. Era um aposento pequeno, sem janelas ou móveis. No canto havia uma abertura, como uma passagem secreta que alguém esqueceu de fechar. Entramos pela passagem estreita, eu com um pouco mais de dificuldade que ela em passar pela abertura.

Seguimos por um corredor enorme, em obras, cheio de janelas. Andamos muito até chegar em uma área que parecia um shopping, com o teto de vidro clareando o ambiente. Era enorme e parecia que tínhamos entrado em uma espécie de outra dimensão, porque não havia maneiras daquela área toda caber na mansão.

Logo me perdi da Cris. Fiquei andando pelo lugar observando as lojas, as pessoas, os seguranças. Notei que estava sem um dos sapatos. Só pode estar dentro do lago, pensei. Mas qual?

Fui procurando pelos lagos do shopping, mas era proibido entrar na água. Havia outras pessoas sem um pé dos sapatos e parece que todos sabiam que encontrariam os sapatos dentro de um dos lagos.

Apesar da proibição, algumas pessoas tentavam entrar nos lagos para procurar seus sapatos mas logo eram retiradas pelos seguranças. Tentei entrar também e só consegui pés molhados antes de ser retirado. Fiquei frustrado porque tinha certeza que meu sapato estava naquele lago.

Ao lado do lago onde estava meu sapato havia uma loja de vidro. Dentro dela um carro de luxo, Rolls-Royce, talvez. Depois de um tempo saiu da loja um casal que só podia ser o casal real daquele lugar.

Eles deram um par de sapatos para todos que tinham um dos pés descalços e entraram no automóvel. Deu pra ver de relance que o automóvel estava cheio de pacotes de fraldas de bebê.

Casório

Hoje fomos, a galera toda, ao casamento da Carol. Ela tinha virado evangélica, seu noivo e todos os outros convidados eram também evangélicos.

No meio da festa reparei um jipe. Cheguei mais perto pra olhar pensando
“parece com o carro da Dani”. Nisso chega a dona do carro pra sair e
fica me olhando com a cara de “o que ele quer com meu carro?”. Quando
ela abriu a porta notei que dentro, perto do painel, havia uma
churrasqueira suja de cinzas e gordura. Pelo interior do carro dava pra
ver que a churrasqueira já tinha sido usada muitas vezes.

Na hora do brinde rolou uma certa discórdia sobre a bebida. Nada sério, mas os evangélicos não queriam brindar onde tivesse álcool, e a galera não queria brindar com refri.

Resolvemos indo para um botequim comprar cerveja enquanto os evangélicos foram para o botequim ao lado, que era evangélico, comprar refrigerante. Por fim brindamos todos juntos.

Já chegou o disco voador

Outra noite eu estava certo que nosso planeta estava às vésperas de uma invasão alienígena. Não lembro exatamente quem estava comigo, nem se essa pobre alma acreditava em mim, mas essa pessoa se recusou a comer a nutritiva lama negra que tínhamos à disposição em nosso caminho.

Era preciso economizar recursos e energia para os tempos difíceis que viriam pós invasão. O problema é que ninguém acreditava em mim.

Com muito custo consegui alguns mantimentos com o dono de uma mercearia.

Na contramão

Hoje de manhã cheguei na estação Jardim Oceânico do metrô e uma composição estava andando na contramão, no trilho de chegada, mas em direção à Zona Sul.

Essa composição voltou para a área de manobra e parou na direção correta. Entramos com as luzes apagadas.

Não pensava em postar nanhuma história ocorrida em vigília, mas confesso que fiquei confuso se estava ou não acordado.